sexta-feira, 1 de julho de 2016

Colisão de realidades

Após a fuga de um presente perturbante,
Encontro um passado que nunca morreu.
Subindo numa colina buscando um futuro distante,
Esperando com o tempo conquistar o que é meu.

As calhas que escoam a chuva,
Como as minhas ações ínfimas,
Jorraram um rio de dúvida
E agora transbordam com as minhas lágrimas.

Sozinho agora, pensando no que perdi,
O sentimento de quem se arrependeu
De abraçar o mundo e fazê-la sorrir
Agora sofro, pois a chance que eu tinha padeceu.



sábado, 2 de janeiro de 2016

A falsa esperança.

Os pensamentos de ruínas me estendem a mão
Passando por um período que não se inverte
Enchendo e tirando os meus sonhos da razão
A peculiaridade arrasta meu coração e se perde.

Esta ocasião deixou uma poeira no ar
Uma estrela que não brilha é falta de amor?
Não penso mais se continuo a me jogar
Se esse sentimento que tanto cogito só me traz dor.

Sozinho no vazio do peito a perceber
Que as trevas me levam para o fundo
E sendo consumido, espero você aparecer
Com a luz dos seus olhos, para me salvar deste mundo.

Paro pra pensar se vale o esforço
Fazer de tudo para agarrar aquele sinal
Enquanto ele me empurra à beira de um poço
E eu pereço na escuridão sem amor, rendido ao mal.